Boas Novas, Ressurreição, Vida – Amo muito tudo isso

mai
6

Texto:  1 Co 15:1-34

Quando eu leio um texto com este fico até perdido com a quantidade de coisas importantes, interessantes e até mesmo complexas que o texto traz. A leitura foi longa mas não se preocupe. Não iremos estudar o texto completo. Isso levaria algumas semanas. Mas quero chamar atenção para algumas coisas que são relevantes para o contexto de vida que encontramos hoje em relação a sociedade e também a relação disso com Santa Ceia e nossa participação nela.

Nós vivemos dias em que a sociedade (que a bíblia se refere as vezes como “mundo” quando fala de comportamento, maneira de pensar, perspectiva de vida) não mais leva a sério muitos dos conceitos e valores que as vezes professa. As pessoas dizem acreditar ou crer em coisas que na verdade, na prática, não crêem mais e dificilmente morreriam por elas se fosse preciso.

Um exemplo disso, clássico, é a palavra amor. Essa palavra hoje precisa ser explicada em cada contexto em que ela é usada porque não expressa a mesma coisa, nem o mesmo “grau” de amor. Basta lembrar do principal slogan de uma famosa cadeia de lanches fast-food “Amo muito tudo isso.” Amo o que? A comida? O lugar? O jeito de pedir? O palhaço? Eu amo muito tudo isso como eu amo minha mãe? Meus filhos? Ou meu cachorro? A palavra é a mesma mas ela quer dizer a mesma coisa quando eu digo que amo a Deus? Você percebe como é difícil pedir o real valor dessa palavra? Ela tem sido tão mal usada que já não exprime mais a mesma coisa. Outro dia ouvi num programa de radio enquanto dirigia um grupo de pessoas de grande audiência (e de pouco bom senso) dizendo, “Cai na real, ninguém ama ninguém. Só falam isso, mas na verdade é só jeito de falar. No máximo a gente gosta muito de um ou outro”. Na prática a palavra amor não significa a mesma coisa que se tentou dizer.

No texto de Paulo que lemos, o tema principal é a ressurreição.  E me parece que este é um tema essencial, conhecido de muitos, especialmente dos que se dizem cristãos, mas que na prática se formos honestos, veremos que precisamos aprender a crer nisso de verdade. É o tipo de coisa que esta na mente mas não no coração. Algumas vezes nem mesmo na mente. Assim como a palavra amor, expressa um sentido na teoria mas não tem o mesmo impacto na vida prática. Qual o resultado disso?

Bom, eu vou começar essa conversa como faço as vezes. De trás para frente…

No final do trecho de 1 Corintios 15 que lemos vemos o seguinte:

“32 … Se os mortos não ressuscitam, “comamos e bebamos, porque amanhã morreremos”.33 Não se deixem enganar: “As más companhias  orrompem os bons costumes”. 1 Corintios 15:32-33

Colado de <http://www.youversion.com/bible/1cor.15.3.nvi-por>

Meu primeiro ponto hoje parte de duas coisas que encontramos nestes dois versos:

Fato #1. As pessoas não acreditam na ressurreição. Como eu sei? Porque é exatamente aquilo que Paulo diz que nos resta pra fazer (se
não cremos na ressurreição) que estamos fazendo hoje, que o mundo tem como lema de vida. É ou não é?

Fato #2. Andar com aquele que não crê na ressurreição, ou seja, aquele que vive para comer, beber porque amanhã vai morrer, fará você deixar de crer também na ressurreição na prática (mesmo que “acredita” na teoria”) e, portanto, só te restará viver como ele. Você precisa ver se é isso mesmo que você quer. Abra o olho.
Mas é sério isso de ressurreição?

Voltando um pouco atrás no texto temos o seguinte:

“22 Pois da mesma forma como em Adão todos morrem, em Cristo todos serão vivificados. 23 Mas cada um por sua vez: Cristo, o primeiro; depois, quando ele vier, os que lhe pertencem. 24 Então virá o fim, quando ele entregar o Reino a Deus, o Pai, depois de ter destruído todo domínio,  autoridade e poder. 25 Pois é necessário que ele reine até que todos os seus inimigos sejam postos debaixo de seus pés. 26 O último inimigo a ser
destruído é a morte.” 1 Coríntios 15:22-26

Colado de <http://www.youversion.com/bible/1cor.15.3.nvi-por>

Eu sei de uma coisa. A morte é bem séria. Você nunca viu alguém ressuscitar mas eu tenho certeza que assim como eu você está literalmente  cansado de ver pessoas morrerem. A vida avançou muito. As pessoas são curadas de muitos males, mas a morte… É um inimigo imbatível (ao menos para nós). A medicina diz que um dia conseguirá vencer a morte. Não sei não… O que vejo são os médicos fazendo seus melhores esforços
para não nos matarem enquanto tentam nos salvar.

Paulo chama a atenção para um fato histórico. Desde Adão todos morrem e nós também morreremos. Existe um ditado popular que diz que “a única coisa certa na vida é a morte”. Mas Paulo também afirma que Cristo foi o primeiro homem a ressuscitar (e a permanecer vivo já que Lázaro morreu de novo). A ressurreição é um fato concreto na pessoa de Jesus ainda que para nós seja apenas esperança. A ressureição é tão séria que aqueles que lhe pertencem serão igualmente ressuscitados ANTES que Jesus entregue a seu Pai o Reino. Nem mesmo a morte existirá, pois parte da tarefa de Jesus é destruir não somente ela mas todo domínio, poder e autoridade.

Por que entender e crer na ressurreição é importante para o cristão (especialmente)?

“13 Se não há ressurreição dos mortos, nem Cristo ressuscitou; 14 e, se Cristo não ressuscitou, é inútil a nossa pregação, como também é inútil a fé que vocês têm.”

Colado de <http://www.youversion.com/bible/1cor.15.3.nvi-por>

Simples assim: Ser discípulo é a coisa mais difícil senão impossível da face da terra. E se Cristo não ressuscitou tudo o que vivemos como fé cristã é besteira. Os esforços para levar o evangelho, os mártires, a luta contra a nossa carne, nossa esperança de dias melhores, tudo isso é sem valor algum. A ressurreição de Cristo estabelece um diferencial entre tudo o mais pregado por qualquer religião ou filosofia. A ressureição torna todo sacrifício e dedicação ao Reino de Deus algo de valor. A Lei da Vida que diz que mortos ressuscitam é a mesma para Cristo e para nós. O poder que agiu no seu corpo morto e o tirou da morte é o mesmo que age na vida de igreja, na sua vida e nos trará ressurreição. Ou seja, se Cristo não ressuscitou porque mortos não ressuscitam, seu fim e o meu é uma cova rasa. A morte vencerá no final. Por isso, aí sim, faria sentido, comer e beber já que a vida é curta se comparada a uma proposta de eternidade.

Portanto, a pergunta que você e eu precisamos responder é: Eu creio na ressureição de Cristo? E portanto, creio na minha ressureição quando ele vier? Se você crê, a sua vida deveria refletir isto.

Paulo crê tão firmemente nisto que até mesmo se refere aos seus irmãos que já haviam falecido como estando adormecidos (5) e não eternamente mortos. Ou podemos dizer, temporariamente mortos.

Por fim, voltamos ao início do texto e vemos que Paulo inicia seu discurso em defesa da ressurreição trazendo a memória dos ouvintes o seguinte:

“1 Irmãos, quero lembrar-lhes o evangelho que lhes preguei, o qual vocês receberam e no qual estão firmes. 2 Por meio deste evangelho vocês são salvos, desde que se apeguem firmemente à palavra que lhes preguei; caso contrário, vocês têm crido em vão. 3 Pois o que primeiramente lhes transmiti foi o que recebi: que Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras, 4 foi sepultado e ressuscitou no terceiro dia, segundo as Escrituras,”

Colado de <http://www.youversion.com/bible/1cor.15.3.nvi-por>

Fica claro para nós que crer na ressureição começa por crer nos evangelhos, e não qualquer evangelho, mas aquele que encontra respaldo nas escrituras. Não é o evangelho que muitas vezes vemos por aí. Também fica óbvio que se vivemos apenas para comer e beber, não entendemos o evangelho e temos crido em vão (v2). Uma coisa leva a outra e vice versa por isso eu posso ler o texto de trás pra frente. É o evangelho das escrituras que leva a ressurreição e a ressurreição só tem sentido tendo como origem o evangelho.

No evangelho de Jesus, que Paulo afirma transmitir,

1. Podemos ficar firmes (ele diz que os irmãos estavam)

2. Somos salvos (parece que existe um “evangelho” que não salva, xiii!)

3. Nosso crer não é em vão (já que ele nos levará a ressurreição)

4. Estamos diretamente ligados a Cristo (Paulo transmitiu o que recebeu e não outra coisa)

5. Cristo morreu pelos nossos pecados, foi sepultado (morto) e ressuscitou ao terceiro dia.

É este mesmo evangelho, que nos ensina através das palavras do próprio Jesus, que a celebração da Ceia é importante e nos relembra do nosso maior desafio: a morte. Ao participar dela, revivemos a mensagem do evangelho na sua essência, e ao crermos nEle, nossa esperança é renovada pelo Espirito Santo que confirma em nossos corações que assim como Ele vive, nós também viveremos e ainda que morramos, quando Ele vier, ressuscitaremos para vida eterna com o Pai. Lá, nunca mais haverá choro pois Ele mesmo terá enxugado de nossos olhos toda lágrima.

E pra não perder nosso exemplo do início. Resta dizer que recuperar o sentido prático da ressureição ao ler um texto como esse das escrituras é poder dizer com a boca cheia: “Amo muito tudo isso”. Eu amo e quero viver pelo evangelho de Jesus e sua ressurreição.

Tenha uma boa semana.

Leandro

 

SOU NOVO AQUI

mar
22

Neste SABADO, 24/3, as 19.30 (em ponto) estaremos compartilhando um pouco da razão de ser da CapelaVineyard, Breve história da Vineyard e como isso tem a ver conosco, tirando algumas dúvidas sobre o que somos e fazemos (e porque fazemos).

Se você tem dúvidas sobre porque mantemos este grupo, se você tem dúvidas porque, ou, se faz algum sentido participar de um grupo assim nos dias de hoje, se você tem dúvidas se voce pode ou está pronto para isso, se voce tem evitado este assunto mais por causa do que tem visto do que pela sua curiosidade e interesse, todas essas questões podem ser abertamente discutidas. Curiosos são extremamente bem vindos, não existem perguntas sem sentido, se estiver ao nosso alcance, tentaremos clarificar.
Não será um programa religioso, mas informativo. No mínimo, voce terá oportunidade de conhecer outras pessoas, gente como você, vivendo as mesmas situações da vida, e talvez saber se nossa proposta é algo que pode colaborar para o seu benefício pessoal e de sua família.
Participar deste encontro não gera nenhum tipo de compromisso, nada será pedido a voce :) e voce é totalmente livre para entrar e sair a qualquer momento que desejar. Queremos que se sinta na sala de estar da sua própria casa.
Programe-se!!!! E seja bem-vindo!
Local: Rua Edson Campos Matesich, 551 – Sobreloja – Jardim Ipe – Sta Felicidade
Em caso de dúvidas entre em contato.

O Reino de Deus em 13 Semanas

jan
16

Semana 1

O assunto é interessante. Mas sei que ele gera muita informação então vou resumir o que é mais importante para você manter na cabeça ao longo das próximas semanas.

A primeira coisa que precisamos perceber é que o termo Reino de Deus estava constantemente nos lábios de Jesus. Você pode reler (e depois volte pra cá) todos os evangelhos sinópticos (Mateus, Marcos, Lucas) e verá que isso é fato.  Quando ele dá ordem ao discípulos ele diz: “Para onde forem preguem esta mensagem: O Reino está próximo…” (Mt 10:5-15).

Suas palavras vieram para nos ensinar como entrar no Reino (Mt 5.20, 7.21). Suas ações provavam que o reino estava presente em seu ministério (Mt 12.28). Suas parábolas informaram sobre os mistérios do Reino (Mt 13.11). Suas orações mostravam seu desejo de que o Reino viesse a terra (Mt 6.10). Em sua segunda vinda promete a consumação do Reino para seus filhos (Mt 25:31).

Vimos que durante a história o termo Reino tem sido interpretado de várias maneiras. 1) Como algo que já aconteceu plenamente no ministério de Jesus. 2) Como algo futuro que ainda irá acontecer. 3) Como algo apenas interno nos corações sendo mais subjetivo e 4) Como sendo sinonimo de igreja, o que não é correto de acordo com as escrituras. Há ainda outras visões que enfatizam diferentes aspectos mas vamos nos ater a estas por hora.

Depois falamos um pouco do significado da palavra reino na maneira como ela é usada no Antigo testamento e no novo testamento. Ela não tem sentido de domínio como se fosse a área de controle de um rei. Nosso exemplo foi o Reino Unido que é formado por várias nações: Gra-Bretanha, Escócia, Irlanda, Pais de Gales, etc. Um só rei, no caso, uma só rainha (Elisabeth) exerce o DOMINIO. Mas, para  nosso estudo, grave bem. Nos referimos a Reino no sentido de “reinado e poder que o rei tem sobre seus súditos.” Tem muito mais a ver com a maneira como os súditos reconhecem e são influenciados pelo Rei do que simplesmente um Rei dizendo que é o dono de uma área geográfica mas na verdade ninguém naquela área lhe dá  muita bola.

Por último, vimos que na cabeça dos judeus quando Jesus chega anunciando um Reino de Deus Próximo, eles tinham duas maneiras de entender o reino por causa dos eventos que a nação de Israel vivera no passado. A primeira forma chamamos:

Conceito Davídico: Significa entender que Jesus estava dizendo (no entendimento deles) que ele (Jesus) iria restaurar o poder político, geográfico e militar que os judeus tinham exercido durante o reinado do Rei Davi e depois seu filho Salomão. Nessa época, Israel era a nação que tinha maior poder e destaque. Lembre-se que nos dias de Jesus Israel era uma nação dominada pelos romanos. Essa forma de pensar o reino me parece as vezes um pouco com aquele negócio de dizer “O Brasil é do Senhor Jesus”. Como se Jesus estivesse preocupado com geografia ou governo político. Não! Ele estava trazendo o Reino para o coração das pessoas.

A segunda forma que os judeus também poderiam entender o reino que Jesus anunciava era chamada Conceito Apocalíptico. Isso significa entender o Reino como algo que iria acabar com o mundo atual. Tem origem no período de 400 anos antes do nascimento de Jesus em consequencia de uma literatura mais apocalíptica fruto das desgraças sem fim que o povo de Israel estava sofrendo sob opressão de povos estrangeiros. Para esses, não tinha mais jeito aqui. O negócio era explodir tudo e recomeçar do zero. Era isso que eles esperavam e imaginavam que Jesus estava dizendo. Estes, para mim, são como aqueles que falam que o Reino é sobre ir pro céu e fugir do inferno apenas. Ou seja, se eu me garanti quero mais que tudo exploda por aqui e vamos logo pra próxima fase. Também não foi isso que Jesus ensinou. Ele mostrou claramente o efeito do Reino estar próximo na vida das pessoas naqueles dias. Se o Reino é somente futuro, por que ele diria o Reino está próximo. Uma coisa ou outra, certo?

Acompanhe esta série. Veremos mais detalhes e implicações que seguem de entendermos o Reino de Deus como pano de fundo para a história do Universo, da humanidade. Eu creio, firmemente que este conceito nos ajuda nas questões mais complexas da nossa existência e ainda nos põe em ação na vida presente. Explica nosso passado e nos dá esperança de futuro.

Boa semana!

Semanas 2 a 6

Não tem sido possível atualizar aqui frequentemente. Mas alguns dos audios estão disponíveis para download na página de Audio aqui no site.

Recomendo as semanas 4 e 5 (A Batalha do Reino) por ser um assunto diferente e digamos confuso. Ignorado por alguns, abusado por outros, mas ainda assim um tema bíblico.

Na semana 6, fomos beneficiados por investigar a Oração do Reino, conhecida como Pai Nosso, a luz do contexto que o tema Reino de Deus nos traz. Uma oração que se torna prática e instrumento útil na caminhada e nas “batalhas” do dia a dia.

Espero que lhe seja útil.

Imagine como seria…

jan
14

“Algumas vezes, se formos honestos,entramos num ciclo da seguinte forma. Em algum momento da semana perdemos nossa conexão com Deus e aí chegamos no fim de semana, no domingo e dizemos “Ok pastor, ok equipe de adoração, me ajude a conectar-me de novo com Deus”. E nós participamos do processo, nossas emoções se envolvem e nos reconectamos, temos um grande encontro com Jesus, saímos renovados e prontos pra viver a vida, voltamos pra nossa semana de trabalho, ou de estudos ou o que quer façamos e em algum ponto do caminho perdemos novamente nossa conexão. Mas quão mais próximos poderíamos estar, mais profundos na nossa relação com ele, se estivéssemos conscientes de sua presença contínua. Isto é o que significa viver uma vida de adoração. Onde cada momento de cada dia, digo, quantos dias voce tem em sua semana, sendo honestos, que voce nem mesmo para pra dizer “Ola Jesus”. Apenas para se dar conta de que ele está contigo… mas voce esta ocupado,muito ocupado com coisas diferentes… eu tenho dias assim, tenho tido dias assim, dias em que apenas a noite quase antes de dormir me dou conta, “Meu Deus, nem sequer te dirigi uma unica palavra hoje”. Mas como seria, voce pode apenas sonhar e imaginar isso? quão mais profundo poderemos ir, quando nos juntarmos como congregação, e não necessitarmos de algum tipo formula certa, ou canção certa, ou uma palavra certa que o pastor diz, mas sim, a realidade de que já viemos conectados em nossa relação com Jesus e estamos prontos para ir mais fundo, e mais fundo, em sua presenca…”

Kim Walker – Awakening 2011

Primeiro o mais importante

jan
9

Uma das coisas mais bacanas que pude fazer nas férias que tirei no fim de ano (entre estar com a família mais tempo, um pouco de praia, pedaladas em áreas fantásticas, rever amigos e familiares, e muito mais) foi conseguir com muita tranquilidade ter minhas devocionais pela manhã sem pressa. Acordava, lavava o rosto, as vezes pegava uma xícara de café, sentava na escrivaninha e passava ali ao menos uma hora lendo e meditando em alguns textos de livros devocionais ou mesmo na escrituras diretamente. Fazia anotações dos versos que mais me chamaram a atenção para poder reler cada um deles mais tarde novamente.

O ano de 2011 foi um dos mais agitados que eu já tive mas não posso por a culpa na falta de tempo para meditar e orar somente nas coisas externas. Faltou disciplina de minha parte também. Não é que não li a bíblia ou bons livros, li muito e preparei dezenas de estudos. Mas conhecimento não tem valor se ele fica somente na mente e não desce ao coração. A distância do cérebro até o coração (em geral) é de apenas 20 cm… mas que dificuldade em fazer isso acontecer. Ao menos comigo é assim…

Quando retorno de férias e volto a olhar o Facebook vejo um post de um amigo indicando um video do John Piper. Que coisa boa, não é que o vídeo tinha tudo a ver com essa minha constatação e o desejo de meditar e passar mais tempo absorvendo as escrituras.

Por isso mesmo, fica aqui meu incentivo a voce. Assista o vídeo e use o cartão-foto abaixo durante este ano. Encontre a alegria de Cristo e que ela seja completa em sua vida assim como desejo que seja na minha (leia João 15.11).

Um excelente 2012 pra voce na graça, no amor e no poder do Cristo ressurreto!

Leandro

 

 

Aqui o cartão-memória. Você pode imprimir e manter na sua agenda ou bíblia.

A falácia da “Fé pessoal”

nov
16

(Significado de falácia: s.f. Engano, ilusão, sofisma. / Filosofia. Argumento capcioso que induz a erro)

por Mike Duran

“Se ele realmente acha que não existe distinção entre virtude e vício, porque, quando ele deixa nossas casas vamos contar nossas colheres.” – Samuel Johnson

***

A cada novo ano de eleição o tópico “fé” surge novamente. No que os candidatos acreditam? O que se entende é que fé
fará diferença nos valores, abordagem e resultados do candidato. Do que você abre mão durante tempos de crise? Quais princípios irão influenciar as grandes decisões?

Até aqui tudo bem.

O problema começa quando esse tema encontra outro que é igualmente popular e prevalente.

 

  • “Minha fé é muito pessoal.”
  • “Minha fé é coisa minha e de  Deus.”
  • “Minha fé não é da sua  conta.”
  • Assim, por um lado nós cremos que fé dirige a conduta, inspira bons atos, e nos fortalece para encarar os desafios da vida. Por outro lado, no que eu acredito não é da sua conta.

Resultado: Um enorme contradição.

A verdade é – uma que aparentemente odiamos admitir – que uma fé verdadeira não pode ser pessoal. Fé real molda nossas vidas, nossas maneiras, nosso comportamento, nossos valores. Fé verdadeira é no fim das contas, muito, muito pública.

A menos que, é claro, a fé em questão seja falsa. A qual, em minha opinião, é a razão pela qual as pessoas ficam tão na defensiva quando você os questiona a respeito de suas crenças.

É claro, crenças são “pessoais” no sentido de que elas são recebidas, absorvidas e abraçadas de forma diferente. Mas, não importa quão diferentes sejam, elas não podem Não nos afetar pessoalmente. Ou como Samuel Johnson ironicamente colocou, Se alguém realmente acredita que não existe diferença entre virtude e vício, o que o impede de roubar nossos talheres de prata? Ou nossa filhas? Ou seu carro?

O que alguém acredita não pode ser separado de como essa pessoa vive, age, faz amor, faz guerrra, ou faz política. Sua fé pode ser pessoal, mas ela irá inevitavelmente afetar sua pessoa. A menos é claro, que seja fé fingida, só pra fotografia ou fazer tipo com o seu eleitorado. Neste caso, isso também virá eventualmente a se tornar público.

Então, sim: Sua fé é “pessoal” no que tange sua liberdade de escolher no que você deseja crer. Permitir as implicações pessoais e efeitos de suas crenças é outra estória.

 

Fonte: Mike Duran Website

Como glorificar a Deus no trabalho

nov
10

Por John Piper

Após duas semanas na Austrália, finalmente estou em casa. Estou transbordando de gratidão a Deus por Seus servos que lá estão, e pelo prazer de trabalhar juntamente com eles em Brisbane, Sidney e nas montanhas de Katoomba.

Uma das conferências intitulava-se Comprometidos e era destinada aos “jovens trabalhadores”, o que, em seu dialeto, significa jovens profissionais em ambiente de trabalho. Perguntaram-me, em uma entrevista, se considerava o foco desta conferência uma boa ideia. Respondi que sim, pois 1 Coríntios 10:31 diz: “ Portanto,quer comais quer bebais, ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus.”

Então perguntaram: Como jovens trabalhadores podem glorificar a Deus no trabalho?  E eis a essência de minha resposta:

Dependência. Vá para o trabalho totalmente dependente de Deus (Provérbios 3: 5-6; João 15:5). Sem o Senhor, você não pode sequer respirar, mover-se, pesar, sentir ou falar. Sem mencionar ser espiritualmente influente. Levante-se pela manhã e deixe que Deus saiba de seu desespero por Ele. Ore clamando por ajuda.

Integridade. Seja absoluta e meticulosamente honesto e merecedor de confiança em seu trabalho. Seja pontual. Pague o justo pelo dia de trabalho. “Não furtarás”. Muitas pessoas roubam seus empregadores tanto com sua indolência quanto com o roubo do dinheiro em caixa.

Habilidade. Seja bom naquilo que faz. Deus lhe agraciou não apenas com integridade, mas também, dando-lhe dons, habilidades. Valorize este dom e seja um bom administrador destas habilidades. O aperfeiçoamento nestas técnicas se constrói na dependência e na integridade.

Moldando ao grupo.  À medida em que você se tronar influente e oportuno,  molde a imagem de seu trabalho, de forma que as estruturas, políticas, expectativas e objetivos do mesmo sejam compatíveis com as de Cristo. Por exemplo, alguém está moldando a imagem deste restaurante chamado Chick-fil-A através deste vídeo.

Impacto. Almeje ajudar à sua empresa a impactar de maneira construtiva ao ser e não destrutiva à alma. Algumas indústrias possuem um impacto destrutivo (como por exemplo, indústrias pornográficas, de apostas, aborto, trapaças, etc.). Entretanto, é possível ajudar muitas empresas a caminharem em uma direção que lhes propicie vida, sem arruinar a alma. Assim que tiver a oportunidade, trabalhe para isso.

Comunicação. Locais de trabalho são uma rede de relacionamentos. Estes só são possíveis através da comunicação. Introduza sua cosmovisão cristã às conversas do dia-a-dia. Não esconda sua luz debaixo de uma cesta de lixo. Coloque-a em evidência naturalmente, alegremente e de maneira cativante. ‘os que amam a tua salvação digam sempre: O Senhor seja magnificado!’ (Salmos 40:16)

Amor. Sirva aos outros. Seja aquele que se dispõe primeiro a comprar a pizza, a dar carona, organizar o picnic. Desperte o interesse das outras pessoas no trabalho. Seja conhecido como aquele que se importa não apenas com as histórias alegres de fim de semana, mas com os fardos das pesadas e dolorosas manhãs de Segunda-feira. Ame seus colegas de trabalho e apresente a eles o grande Carregador de fardos.

Dinheiro. O trabalho é o lugar onde você ganha (e gasta) dinheiro, sendo o mesmo inteiramente de Deus, e não seu. Você é um administrador. Transforme seu salário em uma enxurrada de generosidade na qual você administra o dinheiro pertencente a Deus. Não trabalhe para ganhar e assim, ter. Trabalhe para ganhar e assim ter o que dar e investir em obras que exaltem a Cristo. Faça com que seu dinheiro anuncie a Cristo como seu tesouro supremo.

Agradeça. Sempre dê graças a Deus pela vida, saúde, pelo trabalho e por Jesus. Seja uma pessoa grata no trabalho. Não esteja entre os que reclamam. Deixe que sua gratidão a Deus superabunde em um espírito humilde de gratidão a outros. Seja conhecido como alguém cheio de esperança, humilde e grato.

Há muitas outras coisas a dizer sobre glorificar a Deus no ambiente de trabalho. Mas isto é o começo. Adicione-as à lista à medida em que Deus lhe mostrar. A questão é: O que quer que faça, o que quer que coma, beba ou onde trabalhe, faça tudo para que Deus pareça tão grande quanto Ele verdadeiramente é.

Desiring God Blog: www.desiringgod.org

Tradução: Luiza Schilagi de Araujo

Sobre batismo

nov
5

Quem deve ser batizado? Qual o seu significado?

Notas:
- O batismo não tem na tradição evangélica reformada o mesmo significado usado pela igreja Católica. Lá ele é chamado de Sacramento e o ato em si é considerado pela igreja católica como algo que realmente concede graça ao povo (sem exigir na verdade fé dos que deles participam).

- Mc 1.5 – O povo era batizado por João (batismo de arrependimento)
- Mc 1.10 – Jesus foi batizado.
- Atos 8.36 – O Eunuco entendendo a mensagem de Filipe diz “Aqui está a agua. O que impede que eu seja batizado?
- Simbolo de união com Cristo na sua morte e ressurreição – Rm 6.3-4 Cl 2.12
- “Quando o candidato ao batismo desce às águas vemos uma figura do descer a sepultura e do sepultamento. O sair das águas é figura de ressurreição com Cristo para que se ande em novidade de vida. Assim, o batismo representa muito claramente a morte do velho modo de vida e o ressuscitar para um novo tipo de vida em Cristo. “ – Wayne Grudem

- O batismo por imersão é nossa opção por ser mais claramente o mesmo tipo de batismo praticado por João e Felipe e também por somente nele a figura e símbolo ensinados por Paulo serem completamente identificados.

Quem deve ser batizado?
O prof. Wayne Grudem sobre isso diz: “O modelo revelado em vários textos do N.T. mostra que somente os que fazem um profissão de fé digna de crédito devem ser batizados. Essa posição é muitas vezes chamada “batismo de convertidos”, já que defende que somente os que creram em Cristo (ou, mais especificamente, os que deram provas razoáveis de terem crido em Cristo) devem ser batizados. A razão disso é que o batismo, que é um símbolo do início da vida cristã deve ser ministrado apenas aos que de fato iniciaram a vida cristã.”

Profissão de fé digna – At 2.41 – “Então, os que aceitaram a palavra foram batizados”. Significando que aquelas pessoas tinham confiado em Cristo para receber salvação. “Quando, porém, deram crédito a Filipe, que os evangelizava a respeito do reino de Deus e do nome de Jesus Cristo, iam sendo batizados, assim homens como mulheres” At 8.12. Outros: At 16:14-15; At 16.32-33. 1 Co 1.16.

Portanto, o batismo é um evento onde aqueles que já deram início a sua vida cristã são publicamente confirmados como membros da família por assim como os demais terem sido esclarecidos pelo Espírito Santo com relação a realidade do Reino de Deus e da Pessoa de Jesus Cristo como seu Salvador e Senhor.

O batismo é em suma um símbolo externo de uma regeneração interna. O batismo não salva ninguém. Isso é um conceito católico o qual não concordamos por haverem provas claras nas escrituras de que esta não é uma posição bíblica.
Gl 3.27

“…quando o batismo é adequadamente levado a efeito, é natural que também traga algum benefício espiritual aos cristãos. Há a benção do favor de Deus que vem juntamente com toda obediência, bem como com a alegria que vem pela pública profissão de fé de alguém, e a segurança de haver representado um quadro físico claro da morte e ressurreição com Cristo e da purificação dos pecados. Com certeza o Senhor deu-nos o batismo para fortalecer e encorajar a nossa fé – e assim deve ser com todo o que é batizado e com todo cristão que é testemunha de um batismo.” – Grudem

E o batismo é necessário?

- Ele é um mandamento ou ordenança de Jesus e também dos apóstolos. Veja Mt 28.19 e At 2.38. Mas, novamente, ele não é necessário para salvação. Ele é necessário, se queremos obedecer a Cristo, pois Ele ordenou o batismo para todo aquele que nele crê. Você crê? Essa é a pergunta possível.

Pessoalmente, não vejo nenhuma razão para alguém que creu em Cristo e entendeu o evangelho redentor de Cristo evitar ou postergar o batismo. A alegria de salvação levaria naturalmente ao desejo de dar o próximo passo na caminhada que acabar de se iniciar. Começar essa nova jornada obedecendo ao mais simples dos pedidos é um ato de fé, de amor e de sabedoria. No fim, só sei dá história de um homem que não foi batizado após sua conversão. E não foi porque não quis ou tinha dúvidas, mas simplesmente porque estava pregado numa cruz ao lado de Jesus. O único requisito: ele reconheceu quem era aquele que está pregado ao centro. Lc 23.43.

1 Co 12.13
Quando não se batizar?
- Quando a pessoa não tem certeza de sua fé. Se está mesmo em dúvida, tudo bem esperar mais um pouco. Procure apenas tirar suas dúvidas.
- Quando a verdade mais simples e básica do evangelho ainda não está clara. Batismo é um sinal de compromisso com a família. É isso mesmo que você quer?
- Quando em conversas informais (ou formais) não se consegue identificar que a pessoa realmente teve uma experiência pessoal de conversão (o que inclui reconhecimento de sua condição diante de Deus, arrependimento e declaração de submissão a Cristo). O mais sensato é ajudá-la a entender aonde ela está nessa aproximação com Deus. Tenho certeza que ela não deseja fazer nada por empolgação e se frustrar mais tarde. Converse a respeito.

 

Encontro | Comunidade | Transformação

out
27

No inicio de 2000 vi meus sonhos ministeriais ruírem. Todos os meus projetos desabaram sobre mim. Não tinha quase perspectivas. Era uma faze de mudanças que honestamente eu não escolheria fazer. Pelo menos como ela estava ocorrendo naquele momento.

Em virtude dessas mudanças comecei algumas coisas: aprofundei meu relacionamento com a Vineyard, fui pastoreado e discipulado intensamente e, compartilhei o que recebi de Deus com uma Comunidade maravilhosa numa cidade vizinha. O fruto desta faze em minha vida é a convicção que tenho de meu chamado.

Creio que o Espírito de Deus me instruiu a concentrar minha vida e meu ministério em três palavras: encontro, comunidade e transformação.

Sinto o chamado de Deus para ter um ENCONTRO com Ele de uma forma que minha alma seja repleta com mais alegria do que qualquer outra experiência e para conduzir outros a um encontro semelhante. Logo percebi que é fato: eu não posso providenciar para que esse encontro ocorra! Por isso, nesses últimos tempos, vejo-me suplicando muito mais por misericórdia soberana do que por uma competência prática.

Sinto o chamado de Deus para desenvolver e participar de uma COMUNIDADE onde ninguém permanece desconhecido, inexplorado, escondido ou intocado; onde descobrimos nosso verdadeiro ser interior, onde percebemos que somos, na verdade, seguidores fervorosos de Jesus, e por isso nos tornamos amigos espirituais. Quero ajudar as pessoas ao meu redor a desfrutar esse tipo de comunhão. Quero fazer parte de uma comunidade assim. Diante da enormidade dessa tarefa, estou mais inclinado a orar do que a ser motivado pela criação de estratégias.

Sinto o chamado de Deus para compreender melhor, praticar e ensinar a arte da orientação espiritual que, como tenho aprendido com meus mestres, é um diálogo guiado pelo Espírito no qual ocorre uma profunda TRANSFORMAÇÃO da personalidade humana. Vida cristã é compromisso com o Pai e com o Reino. Vida cristã é vida transformada.

O discernimento desse chamado fez com que eu tomasse tantas decisões em 2004 e estivesse hoje participando da plantação de uma Comunidade Cristã. Minha oração é que possamos confiar no Espírito de Deus para usar os recursos de Cristo a fim de nos conduzir para os braços do Pai.

Que comece a revolução!

milton paulo
(nosso diretor espiritual na plantação da CapelaVineyardCuritiba)

Mais do que um salvador – Francis Chan

out
24